domingo, 27 de novembro de 2011

"O VALOR DOS DEDOS"

Esta semana o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença que condenou o piloto americano da American Airlines a pagar indenização aos agentes da Receita Federal, por ter mostrado o dedo do meio ao tirar uma foto de identificação. O Zé Graça terá de pagar sessenta mil reais, além dos trinta e seis já desembolsados no pagamento da fiança.

O Brasil adotou esta postura em 2004, como forma de “pagar na mesma moeda” o que os EUA estavam fazendo com nossos turistas, sob o argumento de que o país precisava se proteger depois do (suposto) problema com o terrorismo. O mais legal é que o valor da indenização não é comum para os padrões brasileiros, e isso vos digo com propriedade de causa, portanto, posso afirmar que o fanfarrão (vejam na foto o sorrisinho “malícia”) provou do próprio veneno.

Apesar de ter adorado a lição no gringo, fiquei pensando se um dedo pode representar tanto dinheiro. Só com o que me mostram no trânsito todos os dias, ficaria milionário!!! Parece que esse negócio de mostrar o dedo médio é antigo. Em 423 a.C o poeta grego Aristófanes escreveu sua peça “As nuvens”, na qual a personagem Estrepsíades já despertava tremenda indignação ao mandar um “fuck off”. Calígula obrigava seus súditos a beijar seu dedo médio como forma de humilhação.

Fiquei pensando porque o dedo do meio? Ou melhor, teria cada dedo sua mensagem? A resposta é sim. Verifiquei que apenas o dedo do meio é mal aceito na sociedade, os outros representam coisas belas e gratificantes, a saber.

O polegar, dedão, positivo e “mata-piolho”, além de higienizador é o eterno “jóia”, algo de valor, e não tem nada mais jóia do que ser considerado assim. No mundo virtual ainda representa o curtir, e tirando a banda dos anos 80 é só alegria. O indicador é o símbolo da vitoria, da cerveja, do número um, da direção, não menos pomposo e respeitado que o “gordão”.

O dedo do meio é só aquilo.

O quarto dedo, anelar ou “seu vizinho” é o dedo do matrimônio, da sagrada instituição, do amor, da aliança, do casamento. Agora, seu vizinho? Vizinho de quem? Do dedo do meio? É como se falasse “case, mas cuidado com o Calígula”

Por fim, talvez o mais nobre dos dedos, o dedo mínimo, dedinho ou mindinho. Este representa a reconciliação, o perdão, as pazes e o melhor de tudo, se um dia ele lhe faltar, quem sabe não pode virar presidente...??

GUILHERME BORGES 28/11/11

TOMA PAPUDO!!

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