segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"VIVER A VIDA (DOS OUTROS)"


Fazia anos que não assistia um capítulo de novela, até que esta semana dediquei uma hora do meu dia para “viver a vida”. A nova novela da Rede Globo, de autoria de Manoel Carlos, me deixou realmente perplexo e curioso para entender a mensagem da trama.

O título da novela sugere uma mensagem positivista, cheia de bons fluidos, indicando que devemos valorizar nossas vidas e desfrutá-las, tanto que todos os capítulos terminam com um depoimento (trágico) de pessoas que passaram o diabo, mas se recuperaram. No entanto, a história da novela retrata uma verdadeira brincadeira de pega-pega (sem pix).

Em resumo, o esquema é o seguinte:

Helena (Taís Araujo) quer pegar Bruno (Thiago Lacerda), mesmo sendo casada com Marcos (José Mayer), quer pegar Dora (Giovanna Antoneli)

Dora quer ser pega por Maradona (Mário José Paez), que quer ser pego pela prima dela.

Jorge (Mateus Solano), namora Luciana (Aline Moraes), que quer pegar e ser pega por seu irmão gêmeo Miguel (Mateus Solano), que namora Renata (Barbara Paz), que quer pegar o Felipe (Rodrigo Hilbert)

Gustavo (Marcello Airoldi) é casado com Betina (Letícia Spiller), mas quer pegar a prima dela, Malu Trindade (Camila Morgado). Betina por sua vez, quer pegar seu companheiro de academia, Carlos (Carlos Casagrande).

Isabel (Adriana Pirolli) pegou o namorado da Ellen (Daniele Suzuki)

Bom, pelo que notamos, vale pegar namorada do irmão, amiga da mulher, homem da prima, prima da esposa, homem das outras, enfim, toda a sorte de espoliação. Mesmo diante deste cenário, o que mais me causou surpresa foi o caso dos gêmeos. Notei que as telespectadoras torcem desesperadamente pelo Miguel (Mateus Solano), esperando ansiosas o beijo que dará em Luciana, mesmo ela sendo namorada de seu irmão. A sede por romance passa por cima do respeito, da consideração, da honestidade, da família, e do próprio limite da aceitação. Parece que “viver a vida” é aproveitar as oportunidades para enganar, ou pior, é viver uma vida equivocada, com parceiros indesejados, completamente insatisfeitos.

Que mensagem positiva esta novela pode transmitir? O que as crianças e os jovens podem tirar de vantajoso naquilo que tem a pretensão de ser o retrato da vida real? Seria uma paralisia mais triste que uma traição e uma guerra enrte irmãos, ainda gêmeos?

Por fim, Rafaela (Klara Castanho), uma criança de sete anos - e são justamente elas que me preocupam - sabe de toda a bagunça e trava uma guerra psicológica, alicerçada numa chantagem contra a personagem principal da novela. Sempre a Helena.

Tem dias que eu fico pensando na vida....

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 07/02/2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"A DOCE VIDA"

Guardo as fotos do Fórum Econômico Mundial, ocorrido na Suiça, com muita curiosidade desde 28/01/2005, e finalmente hoje, cinco anos depois acho que entendi o que aconteceu. Acompanhem:


Depois de algumas horas de viagem, Lula chega no helicóptero que tomou emprestado do James Bond, seco por um doce para amenizar as amarguras da rotina presidencial.


Logo na entrada encontrou o grande mago, Paulo Coelho e perguntou:

-“Escuta Paulo, você que é um grande conhecedor das coisas, um poeta, um mago, saberia me dizer onde eu encontro um doce por aqui?” – Diz Lula

-“Olha presidente, eu deixei de tomar isso faz algum tempo, mas se está realmente interessado, tem um cara aí que me parece chapadão. Pergunte a ele.

-“Que saco. Vamos lá”




Assim, Lula se despediu do escritor e foi ter com o suposto doidão, o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki.

-“Opa, tudo bem? Então, aquele cara ali falou que você sabe onde encontro um doce.” –Disse lula

“Que cara?” – Disse Thabo

“Aquele ali ó, o Paulo Coelho. Eu acreditei, afinal ele é mago”

-“Olha caro colega, doce eu não tenho, mas curiosamente eu procurava um mago. Gostaria tanto que a copa fosse realizada lá em casa.”

-"Nem me fale" - Disse Lula

O presidente sulafricano deixa a companhia de nosso presidente, que já se acostumava com a idéia de passar o dia sem glicose, quando finalmente encontrou o que procurava:



-“Bono? Era o que eu procurava. Adoro suas bolachas. A de chocolate então....é divina. Como você consegue tamanho sabor?” – Disse Lula

-“In the name of Love” – Disse Bono

-“Me diz onde ficam suas fábricas, eu gostaria de conhecê-las” – Disse Lula

-“Where the streets have no name” – Rebate Bono

-"Você vai participar do encontro?" - Pergunta Lula

-"With or without you" - Diz Bono

-“Ah, de qualquer forma me dá aqui um abraço doce.”

Bill Gates que passava pelo local, pensou calado:

-“Depois eu que sou o rei do pau-me-entope”

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 01/02/2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

"A DE VERDE E A DE LARANJA"

O “Lapa 875-C” costumava demorar, mas neste dia chegou com uma antecedência impressionante. Como estava muito cheio, passei a catraca e me posicionei próximo a porta de saída, para não passar aperto e ainda desfrutar a brisa dos saltadores. Logo a meu lado estavam sentadas duas mulheres de aproximadamente trinta e sete anos, conversando trivialidades. Por questões espaciais, eu era obrigado a acompanhar o assunto, que acompanhava o ônibus, bem lento e desinteressante, quando uma delas começou um papo cabeça, dos quais tenho certo interesse.

-“Sabe menina, hoje em dia se você tiver um homem que te trate bem, já está valendo. A maioria ou é normal e cavalo, ou é legal e louco.” – disse a de verde

-“Casamento é fogo” – disse a de laranja.

-“Quem falou de casamento? Isso não existe mais, ou melhor, nunca existiu. Antigamente era de fachada, todo mundo infeliz, mas durava para sempre. Agora são todos felizes e duram três meses. Fora que o cara vai engordando, perdendo cabelo, criando pêlo, ficando pobre e virando veado.” – Disse a de verde

-“Aí depois inventam de querer menininhas mais novas e começam a comprar camiseta de surf para parecer jovem.” – Disse a de laranja

-“Ridículo, é tudo a igual, não salva nenhum.” – Disse a de verde

Não poderia deixar de me defender e, representando todos os homens do mundo, entrei na conversa:

-“Com licença, não pude deixar de ouvir o que estão falando, e não concordo com o que disseram.”

-“E não concorda com o que?” – Disse a de verde

-“Tirando uns coices ali outros aqui, não me considero propriamente um cavalo, tendendo mais para os legais. Se não sou normal, louco também não sou. Ainda acredito no amor e em todos seus efeitos, não gosto de camiseta de surf, faço exercício todos os dias, tenho cabelo para pentear e pouca barba para fazer e nunca senti qualquer empatia exacerbada por outro normal e cavalo ou legal e louco, sem qualquer discriminação aos que optam por essa vertente.”

-“Eita, é papo cabeça” – disse a de laranja

-“E você quer que eu faça o que?” – disse a verde

-“Que crie uma nova categoria para mim”

-“Tá certo, você faz o que?” – disse a de verde

-“Sou músico”

-“Mais alguma coisa?” – Disse a de laranja

-“Tenho ainda algumas causas judiciais, herança da advocacia recém abandonada. Umas cinquenta ações mais ou menos. ”

-“Mais alguma coisa?” – Disse a de verde

-“Gosto de escrever algumas coisas, roteiros teatrais, estou parado no meu primeiro livro, mas semanalmente escrevo crônicas para meu blog.”

-“Você escreve sobre amor?” – Disse a de verde

-“Raramente. Acho que o amor é o único sentimento ininteligível, difícil de explicar, portanto, escrever sobre ele fica muito prejudicado, deixo isso para o Drummond. Ele possui diversas formas, intensidades, modalidades. Sua existência é inquestionável e seus efeitos extasiante. Concordo com seu posicionamento sobre os casamentos, mas segundo o psiquiatra Flávio Gikovate, está nascendo uma nova forma de amor, e a sociedade ainda está se adaptando a isso.

Ele diz que a evolução amorosa se dá como a nossa própria vida. Quando nascemos, não concebemos a idéia de viver sem nosso objeto de amor (mãe), por isso, choramos desesperadamente quando ela vai à cozinha. Depois, quando percebemos que nosso amor (mãe) pode desaparecer e depois reaparecer, achamos graça, explicando porque os bebês morrem de rir quando cobrimos nossa cara e depois dizemos: “Achou”.

Depois, a força animal vai se dissolvendo em nós, passamos um período de aversão ao amor (adolescência), quando novamente morremos de rir ao perceber que ele reaparece no primeiro namoro. Assim como no começo, não concebemos a idéia de viver sem nosso objeto de amor (nosso par), até descobrir que ele pode desaparecer e um novo ocupar seu lugar. Bom, daí é a mesma história, passamos pelo período de aversão até buscarmos no casamento, depois nos filhos, novamente a sensação do amor. Por fim, o grande psiquiatra afirma que as pessoas de hoje estão mais independentes e auto suficientes, encontrando dificuldades para compreender o nascimento sentimental, a infância sentimental, amargurando a eterna adolescência sentimental. Até entenderem que ninguém depende de ninguém, que não tem metade da laranja, são dois inteiros coexistindo, que o amor acontece primeiro em você, vai continuar essa confusão.”

-“Então está certo, mudei de opinião. Hoje em dia, a maioria dos homens ou é normal e cavalo, ou é legal e louco, ou é metido a poeta e enxerido.” - Disse a de verde

Puxei a cordinha.

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 20/01/2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"LAR, DOCE LAR"

Essa semana não consegui achar graça em nada, portanto, alerto aos nobres leitores que não encontrarão muitas piadas nas linhas a seguir. Se desfaçam de seus anseios humorísticos, pois o que sucedeu causou um tremor em mim.

Acredito não ser privilégio meu perceber que não para de chover desde o começo do ano, em um volume acima da média. Em Angra do Reis, a vegetação é composta por árvores de aproximadamente quatro metros, com uma raiz de um metro. Abaixo disso é a pedra lisa da formação rochosa da montanha. Choveu tanto em tão curto período que as raízes não aguentaram, criando um “toboagua” de árvores. O que aconteceu naquela parte pode acontecer em toda a montanha e em todas as montanhas da região, e de outras regiões.


Resolvi desistir dessa idéia fatalista durante a semana e aproveitar o Brasil, que apesar de tudo, em comparação com o resto do mundo é inexperiente em tragédias, no entanto toda a minha alegria desmoronou junto com os prédios no Haiti, ficando soterrada nos escombros, a espera de um fato que a trouxesse de volta.
Imaginem vocês andando na rua e o chão começa a se tremer. Você não sabe se é local ou efetivamente o mundo está acabando. É como se estivéssemos em um aquário e alguém estivesse transportando sem muito cuidado, ou quiçá fossemos um enorme formigueiro, vítima de um chute bem lado. A ajuda internacional é ínfima perto da necessidade e carência do país, que já detinha o posto de um dos mais pobres do mundo.


Assim como as árvores no morro de Angra, imaginem se os países contribuintes, ao invés de conterem a avalanche também sofressem simultaneamente os efeitos. Ninguém ajudaria mais ninguém. Os Estados Unidos e o Japão, apenas exemplificando, colecionam recentes desastres naturais de grandes proporções. Além disso, a natureza é versátil e refinada, paciente, mas violenta, ela devolve todos os maus tratos humanos pelo ar com os furações, pela água com as chuvas e “Tsunamis”, pela neve com as avalanches, pela terra com os terremotos e vulcões, e pelo Sol que continuará a arrebentar, cabendo a nós preservar ou não a camada protetora original.


Por fim, deixando de lado todo melancolismo, afinal não sou o único que lamenta e se sensibiliza com o terremoto no Haiti, agradeço imensamente por mim e por vocês, a dádiva de sermos nativos do Brasil, nossa querida casa, um pouco bagunçada, mas muito segura.

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 18/01/2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

"CAÇA NÍQUEIS"

Cheguei ao cinema disposto a assistir ao novo filme sobre a vida do Presidente Lula, afinal, questões políticas a parte, admiro muito seu sucesso e seu poder carismático junto ao povo. Chegando ao guichê pedi:

-“Por favor, uma entrada para o Top Gun 2.”

-“Olha senhor, este filme não está em cartaz, e acredito que nem tenha sido produzido ainda.”

Resolvi arriscar e assistir um tal de “Lula – O Filho da Brasil”, mas não entendi nada da trama, não tinha nenhum caça, nenhum francês, ou qualquer estrangeiro. Achei que fosse um filme de ação, afinal, atualmente é o gênero preferido do Presidente da República.

O presidente Lula resolveu realizar uma licitação pública para comprar caças para o exercito brasileiro. Três empresas foram selecionadas: A Empresa francesa Dassault com o caça Rafale, a empresa norte americana Boieng com o caça F-18 Super Hornet, e a empresa sueca Saab com o Gripen NG.

O presidente Lula escolheu, se comprometeu com o presidente francês Nicolas Sarkozy, já estava preenchendo o cheque, quando recebeu o parecer da FAB, dizendo que o melhor caça para o Brasil seria o sueco Gripen NG, por ser menor, de fácil manutenção, o pagamento facilitado, fora o pequeno detalhe de custar setenta milhões de dólares a menos.

A partir daí a coisa degringolou de vez. O presidente foi obrigado a confessar que os motivos da escolha dos franceses vão além das questões técnicas, que tem um acordo político de cooperação militar com a França, e que é imprescindível a compra dos Rafales, por uma justifica bem simples: porque sim!!

Em meio a esta confusão toda ninguém parou para pensar que estamos falando da compra de armas de guerra. Entendo que um país em evidência,com um futuro tão promissor tenha que resguardar suas fronteiras, mas para que o Brasil precisa de 36 caças de guerra, e que planos tem nosso comandante?

Curiosamente ou não, esta semana o presidente da Venezuela, Hugo Chavez acusou os Estados Unidos de terem invadido, pela segunda vez, o espaço aéreo da Venezuela, com um de seus aviões de guerra. Se juntar a França, que não gosta dos Estados Unidos, que não gosta da Venezuela, que adora o Brasil, não sei não. Tomara que o Lula e o Chavez não inventem de brincar de Iceman e Maverick.

Longe de mim sugerir qualquer coisa neste sentido, mas que estou sentindo cheiro de confusão, estou. Desta forma, segue abaixo algumas sugestões para o Presidente Lula, visando contribuir para a solução deste terrível impasse.

1) O Jato da Mulher Maravilha


Vantagens: fácil limpeza, dribla radares.

2)Jato dos Jetsons


Vantagens: cabe em qualquer lugar, comporta quatro pessoas e um cachorro.

3) Óculos RayBan e CD da Banda Berlin.



Vantagens: Coloque os óculos RayBan, selecione o faixa "Take My Breath Away" no cd e curta seu momento Tom Cruise.

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 09/01/10


Fontes:
http://news.google.com.br/news?hl=pt&q=invas%C3%A3o+espa%C3%A7o+a%C3%A9reo+venezuela&um=1&ie=UTF-8&ei=rmZKS5G4NJOWtge3j-HkDQ&sa=X&oi=news_group&ct=title&resnum=1&ved=0CA8QsQQwAA

http://www.guiaglobal.com.br/noticia-eua_nega_invasao_de_espaco_aereo_da_venezuela-3755

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"OFFRIRO L'ALTRA FACCIA"

“O Primeiro Ministro italiano, Silvio Berlusconi foi ferido no rosto por Massimo Tartalia, em um comício realizado este domingo. A polícia disse que ele tem problemas mentais.” Resta saber a qual dos dois a matéria da Globo se referia. Só sei que foi uma bela bordoada na cara e pegou em cheio. Pintou de vermelho boa parte do rosto do Primeiro Ministro, que junto à coloração branco-ricota de sua pele e os dólares verdinhos de seu bolso, fazem lembrar e muito a bandeira italiana.

Nesta semana, Berlusconi havia deposto em um processo judicial contra um grande mafioso italiano e curiosamente também coleciona outros tantos sob a acusação de participação na “Cosa Nostra”, uma poderosa máfia. Acho que ele não deveria ficar chateado com o tapa na cara, afinal é característico da máfia italiana, e arrisco até dizer que é um gesto carinhoso. Se eles quisessem machucar de verdade, machucariam. Só o Al Pacino, em três horas de filme, fez muito mais e por muito menos. Ele matou o irmão, explodiu quinze pessoas e metralhou mais umas dezenove, fora os que perderam o dedo e a língua. Até que um tapinha não dói.

Bem que o Berlusconi tentou se proteger. Em 2008 ele promulgou a Lei Alfano, que garantia a sua imunidade penal geral, contra tudo e todos. A Corte Constitucional da Itália, nesta semana, resolveu achar inconstitucional, por ferir o princípio da igualdade, e com a decisão de revogar a lei, todos os processos judiciais contra Berlusconi voltaram a correr, entre eles o julgamento por corrupção, por ter subornado com 600.000 dólares o advogado inglês David Mills para que desse um falso testemunho em dois processos contra ele.

"Isso são farsas montadas por juízes vermelhos para me enfraquecer politicamente" - Disse Berlusconi

Agora que você está vermelho também, releve o tapinha, que até saiu barato, e ainda agradeça que eles não disseram a clássica frase:

“Giovanni, apaga.”

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 14/12/09

O Chapolin Colorado




Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/091007/mundo/it__lia_pol__tica_justi__a
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1413602-5602,00.html

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"FOI ELE. ESTÁ COM A MÃO AMARELA"

Não sei se a teoria do final do mundo em 2012 tem alguma coisa a ver com isso, mas acho que começamos a perceber que a coisa vai esquentar. Começa hoje, em Copenhague, a maior conferência climática da história, com 20 mil delegados de 192 países, que pretende discutir o aquecimento global, metas e compromissos.

Cada país apresentou sua proposta de redução de gases efeito estufa, levando em consideração a proporção na emissão. Todo mundo na maior boa vontade, amizade, compreensão, e é claro que os Estados Unidos não entenderam isso. Todo mundo apresentou sua proposta, e a dos Estados Unidos, acreditem, é a menor de todas.

Pequim – 45%
Brasil – 42%
Noruega – 40%
África do Sul – 34%
India – 25%
Estados Unidos – 17%


Eu gostaria de saber se vocês acham que um indiano polui mais o mundo que um americano. Gostaria também que me respondessem se a África do Sul tem mais indústrias que os Estados Unidos. Por fim, por favor, me esclareçam se a Noruega, país com 4 milhões de habitantes, faz mais “pum” que os Estados Unidos, país com 300 milhões de habitantes (Mc Donald´s, Pizza Hut....)

Então, PORQUE RAIOS ELES PAGARIAM MENOS????

Desta forma, diante da recusa de cooperação por parte dos Estados Unidos, encaminho nesta data, por e-mail*, aos cuidados do Sr. Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente, a minha proposta:

Fiscalize as mãos dos participantes, e verá que, tirando os indianos, japoneses e chineses, que possuem naturalmente, o país que tem a mão amarela é os Estados Unidos. Já que eles não querem ajudar, tudo bem, não tem problema. Vamos confeccionar um cobertor gigante e cobrir o território americano. Assim, além deles sentirem bem o aquecimento global, a gente deixa a bufa, digo, estufa, presa ali em baixo.

GUILHERME BORGES HILDEBRAND 07/12/2009

*Se ele vai ler, são outros quinhentos.

Fontes:
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/12/07/conferencia-do-clima-comeca-com-propostas-insuficientes-915084499.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos